quarta-feira, 29 de julho de 2015

MAGIA NA UMBANDA

A umbanda é magia: magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos Templos Umbandistas. Juntam elementos para criar, desde um simples patuá, até uma enorme energia positiva para destruir outra da mesma intensidade, criada por espíritos malignos. Magia não tem receituário nem dicionário. Magia é magia. Apenas é lamentável o mau uso do termo magia.
Todas as pessoas que trabalham na Umbanda são pequenos magos. Uns conscientes e outros inconscientes, mas, direta ou indiretamente, praticam a magia. Por ignorância tem gente matando cabritos, comendo carne crua e alguns, pasmem, praticando a magia do sexo, esta a mais burra e inexistente magia. São pessoas desorientadas e pervertidas usando o nome da magia para saciar seus instintos grotescos. Isto nada tem a ver com a verdadeira magia e muito menos com a Umbanda. Os Guias são sábios magiadores do BEM.

Magia do álcool
A cachaça, o vinho, a cerveja e etc..., têm função magística. No plano astral, servem para fins que fogem, na maioria das vezes, completamente à nossa compreensão. Pela volatilidade do álcool, apresenta eterização para desintegrar morbos e campos de forças mais densos. Espírito não vem no terreiro para beber. Um Exu Senhor Tranca Ruas das Almas, inquirido sobre a necessidade do espírito beber respondeu: - “se quisesse beber não viria nos terreiros. Iria freqüentar os bares onde vivem os alcoólatras e lá arranjaria um copo-vivo (ermo usado para aqueles que são dominados por espíritos viciados em bebida).
Aqui vale um ensinamento. No mundo espiritual existe o principio da lei dos semelhantes, ou seja, o semelhante atrai o semelhante. Todo homem embriagado quase sempre está acompanhado de um espírito semelhante. O grande problema é que, como o espírito não pode ingerir a bebida, ele aspira, para sua satisfação, a emanação do álcool, razão pela qual o bêbado (copo-vivo), ingere enormes quantidades de bebida. Uma parte para ele e outra para o espírito. Interessante que esses espíritos protegem o seu doador, bem como nós fazemos com o copo que nos serve para beber água, mas quando não mais lhe serve, abandona a criatura em estado deplorável.
 Magia da fumaça
Todas as religiões do mundo usam a fumaça como depurador das energias. A defumação é sagrada e consagrada pelo mundo inteiro, desde os monges tibetanos até os padres católicos. O turíbulo do Guia é o charuto, o cachimbo ou o cigarro.... Faz parte da cultura indígena e, por extensão, da umbanda. Não devemos confundir a fumaça do charuto com a defumação através de ervas ou bastões cheirosos. Ambos têm funções importantes na religião, mas são usados de forma diferente. Não devemos esquecer os vários tipos de fumaça usadas pelos espíritos. Além do charuto, o cachimbo do preto-velho, o cigarro comum das pombas-gira e alguns exus, também produzem o mesmo efeito.
Aqui cabe a mesma consideração, espíritos guias não fumam. A fumaça que se eteriza é que tem função magística...

Magia do som e do movimento
A música foi feita para as pessoas se amarem. O som mexe nossos sentimentos. E também fazia parte da cultura dos índios. É um mântra. Mas não é só isso. O som repercute no éter. Ele vibra. A fala mansa domina e a fala grosseira irrita. Ele tem um equilíbrio, regulando nossas emoções. Quando ouvimos uma música forte, sentimos força interior. Ficamos mansos e dóceis ao som de uma música suave. Quem não se lembra da suavidade da canção de ninar docemente cantadas por nossas mães? E quem não se lembra dos sustos e medos passados na infância por gritos histéricos de alguém? Imaginem estarmos sentados à beira de um rio, olhos fechados, ouvindo o gostoso barulho da água formando pequenas marolas, ainda premiado com o canto de um sabiá e outros pássaros e uma pequena brisa nos refrescando. É um sentimento ligado ao som e ao movimento. Agora estamos voltando para casa. Os carros em sentido contrário fazendo o ruído na janela, a buzina dos apressados motoristas tentando a ultrapassagem, com o som ligado em volume máximo, tocando um pagode imoral desses conjuntos comerciais ou as barulhentas guitarras dessas bandas histéricas. Nossas emoções, com certeza, serão diferentes.
O movimento tem o mesmo efeito do som. Reparem que um andar seguro, calmo e firme transmite uma personalidade segura. Um andar desordenado e atabalhoado agita as energias em sua volta. Vejam um exército marchando. O garbo dos soldados emociona a todos. Falei do andar. E a dança! Quantos efeitos ela causa. Quando se fala em espiritualidade nosso parâmetro é Jesus Cristo. Jesus era um homem sereno, de andar firme, gestos harmoniosos e voz suave, pausada e clara, o que em absoluto me faz pensar fosse um homem triste. Ao contrário, imagino tenha sido um homem levando sempre um sorriso a todos, mas nunca deve ter dado uma gargalhada. Nas suas caminhadas não devia cansar, pois seus passos deveriam ser firmes e uniformes, sem jamais correr. Se alguém me perguntasse qual o movimento mais equilibrado que pudesse conceber, responderia, sem hesitação: o levantar do braço de Jesus Cristo acompanhado de sua firme voz.
Assim devem ser os Pontos Cantados e as danças na Umbanda. Se os pontos não forem cantados dentro da sua harmonia, com a mentalização sagrada e religiosa de quem vibra mentalmente nas irradiações dos Orixás e Guias, se tornam um amontoado de sons, sem repercussão magística. É necessário que os pontos sejam mântras, cantados com respeito, amor e vibração. Não se trata de formar um coral ou de se fazer uma apresentação vocal. Trata-se de concentração, respeito e amor naquilo que se está fazendo: invocando, louvando e irradiando caritativamente as vibrações sagradas ou Guias de Trabalho da Umbanda.
O mesmo podemos dizer da dança, que deve ser invocatória, harmonizada pelos gestos às vibrações invocadas. Isto acontece na maioria dos ritos religiosos, principalmente no Oriente. Canto e dança no louvor e invocação do sagrado.

Magia da guia
A guia é um elemento de ligação entre o médium e o espírito ou vibração. Imanta-se um campo de força nela centralizado, criando uma eficiente proteção contra eventuais energias negativas.
Ela se torna um pára-raios, ou melhor, um pára-energias. Às vezes ela arrebenta pela atração de energias negativas e forte. Essa pequena guia serve para o médium, como para invocar e atrair energia negativas, num ato de caridade em relação aos outros. Elas devem ser fechadas com duas firmas que concentram a polaridade positiva e negativa. Poderão ter, presas, uma cruz de aço, ou outro emblema ou ponto riscado dado pelo seu Guia, ou Guia da casa em que você trabalha.
A guia deve ser feita de acordo com a vontade do Guia que a solicite. Guia não é colar e, muito menos, enfeite. Existem vários tipos de guias. As guias dos orixás do médium, que são feitas com contas da cor cultuada pelo terreiro. São contas de cristal ou louça, e suas miçangas podem ser distribuídas com bom gosto. Mas jamais exageradas ou grande. Deve ser usada pendurada no pescoço e nunca atravessada no ombro, pois isto é coisa para quem tem cargo e assim é determinado. Atravessar Guia simboliza chefia. As guias podem conter sementes de capiá, também conhecida como lágrimas-de-Nossa-Senhora, outras sementes como coronha (olho-de-boi), bambús, olho de caboclo, conchas e outros elementos marítimos e até penas coloridas, tudo de acordo com a solicitação da entidade, autorização do Templo e conforme a sua origem.
Os pretos-velho, normalmente, são mais simples em suas guias. Gostam de muita simplicidade e preferem a guia inteira de sementes de capiá e poucos elementos.

 Magia do ponto riscado
A sagrada grafia dos orixás serve para identificar o espírito comunicante, para chamar falanges e construir campos de força.
Através do Ponto riscado a Entidade se identifica e cria o campo energético de trabalho da sua vibração. Quando uma Entidade risca o ponto ele exerce uma atividade magística de identificação, para o campo astral, de suas ordens e comandos de trabalho (se identifica), pede licença para trabalhar dentro dessa vibração e mantém o pólo magnetizador que atrai energias pesadas, neutralizando-as e envia energias saudáveis ao consulente.
Os Pontos riscados são também usados na invocação das Vibrações dos Orixás e para a formação das Mandalas magísticas de trabalho em prol da caridade.

Magia do ponteiro
Os antigos magistas já usavam a espada como elemento de grande importância em seus trabalhos de magia. Na verdade a ponta do aço é usada para explodir campos negativos de forças. Quando fincado, ele firma a magia, ou seja, firma o ponto. Todos os espíritos, na umbanda, fazem uso do ponteiro. É difícil identificar suas intenções quando "batem os ponteiros". Mas batem, e batem muito bem.

Magia do Templo Umbandista
O Templo Umbandista é a casa santa dos umbandistas. Nele se concentram todas as energias dos Orixás e Guias. Suas firmezas, o Congá, o Santuário, a Casa dos Exus, o respeito dos freqüentadores.
É o lugar onde cultuamos e desenvolvemos nossa espiritualidade através do emocionante encontro com o mundo dos espíritos, o outro lado da vida, a nossa Aruanda.

Magia da Disciplina e da Hierarquia
Uma pessoa muito culta me disse um dia: "gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre." A hierarquia na umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O pai (Babalorixá) dita as regras e a filosofia da casa, os pais e mães-pequenos são seus auxiliares diretos, as Ekédis cuidam da gira e dos médiuns e os ogans cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro. Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse: quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar. Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Pai ou Pais e Mães pequenos no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande para-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade. Quem tem o espírito de amor e busca um Templo sério e a verdadeira espiritualidade, que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.
Diz André Luiz, pelo médium Chico Xavier que : "Caridade sem disciplina é perda de tempo".
A corrente é a grande força do Templo Umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a essa casa espiritual. Devemos sempre lembrar: "Ninguém é tão forte como todos nós juntos".
Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina tem que ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas da Casa deve se afastar, pois será melhor para ele, e evitar-se-ão problemas futuros, bem como a possibilidade de entrada de quiumbas por tele-mentalização nesses médiuns desavisados.

Magia do Congá
O Congá é um núcleo de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos e níveis de energia e magnetismo.
É Atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magneto-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.
É Condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, num complexo influxo de cargas positivas e negativas, produto da psicosfera dos presentes.
É Escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raio), comprime miasmas e cargas magneto-negativas e as descarrega para a Mãe-Terra, num potente efluxo eletromagnético.
É Expansor pois que, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e assistência, os potencializa e devolve para os presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.
É Transformador no sentido de que, em alguns casos e sob determinados limites, funciona como um reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo, já reciclados, ao ambiente de caridade.
É Alimentador, pelo fato de ser um dos pontos do templo a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para as atividades do Congá (Núcleo de Força).
O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois é pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão da espiritualidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Exu Pinga Fogo

Exu de serventia de Yorimá(Pretos-Velhos “o primado da Magia”). Este chefe de Legião tem sua característica no trabalho que realiza no corte de bozós – trabalhos de magia negra na calunga(cemitério, casa grande, reino do pó etc.).

Também atua no corte de correntes vindas de almas penadas, aflitas, desesperadas. Corta tudo que for relacionado que se usa menga, ejé (sangue) de sacrifícios de animais, bonecos, agulhas, dedal, alfinete, enfim, tudo que se relaciona com o Reino do Bruxedo.


São conhecidos como Exus das Almas, tão decantados, mal interpretados e mistificados. Um exemplo de atuação dos exus das almas é exatamente no cemitério pois lá entra quem já não pode sair e muitas vezes não queria estar lá (também acontece de não saber do que acontece mas aí é um outro caso) então se renegam e tentam “tumultuar”; outro sim, seres e larvas astrais que desejam mais do que nunca reformarem seus corpos astrais necessitam de carbono e onde há muito carbono?

Isso, lá na calunga, com sangue, vísceras e tudo o que pode ser usado por eles para se “alimentarem”. Também estão, os exus das almas, onde há cruzeiros, profusão de sangue (abatedouros) e em portais de comunicação com outros mundos.

Caracteristicas

ArmaTrabalha muito com ervas, punhais, fitas, crânio(imagem de barro)
Bebidaconhaque, Whisky, marafo
ErvaBananeira
FumaCharutos e cigarrilhas
Guiapreta e branca com imagens de caveiras
Indumentáriacapa roxa por dentro e preta por fora, com bordados em dourado
MetalChumbo
MineralÔnix preto bruto ou hematita

Exu Planetário

O termo Exu é sinônimo de Guardião e, como tais, temos os mais superiores (Cósmicos) que fizeram descer à Terra 7 Exus Planetários, chamados “Exus Coroados” por integrarem a “Coroa da Encruzilhada”. Os Exus Planetários são Guardiões dos Orixás, no sentido de assessores diretos na execução “para baixo”. Por aí, vemos que nenhum orixá teria um “diabo” como seu assessor direto. Os Exus Planetários jamais encarnaram na Terra e seguramente não encarnarão, pois não estão afetos ao sistema cármico-evolutivo do planeta. Ao fim de sua missão, cada Exu Planetário retorna à sua Pátria Sideral Original. A função da falange de exus é ser agente da justiça cármica e agente de magia e, quando libertarem-se dela, daqui há milênios, serão Guardiões Superiores de planetas mais evoluídos que o nosso.
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Estes 7 Exus Planetários estão diretamente ligados aos 7 Orixás, da seguinte forma:

Exu PlanetárioServentia direta
Sete EncruzilhadasOxalá
Tranca-RuasOgum
MarabôOxossi
Gira-MundoXangô
Pinga-FogoYorimá
TiririYori
Pomba-GiraYemanjá

Cada Exu Planetário dirige 7 Falanges chefiadas por um Exu de Lei. Os Exus de Lei são seres que estão em fase de libertação dessa função, para assumir a função de Guardião em locais mais evoluídos, até que um dia fiquem livres de tal função. Eles não se tornam caboclos por evolução. Hierarquicamente, são 49 Exus de Lei que estão subordinados aos Chefes de Falange (Orixás Menores) das 7 Linhas de umbanda.


Os Exus de Lei fiscalizam a Quimbanda (Umbanda significa o conjunto de Leis Divinas e Quimbanda significa o “oposto da Lei”). A Quimbanda faz o equilíbrio da Umbanda com a Quiumbanda (reino dos Quiumbas, desequilíbrio ostensivo da Lei).


A Quimbanda combate o mal representado pela Quiumbanda, com seus planos e subplanos, também atuando na cobrança do Karma, precipitando o choque do retorno. Os verdadeiros Exus estão executando uma tarefa, acima dos conceitos de Bem ou de Mal, mas ligados a conceitos como de Justiça e sua execução. Portanto, são Executores da Lei, estando mais relacionados às vibrações telúricas.

Assim se compõe, então, a hierarquia da Quimbanda (Ki-Banda)



Linha de OXALÁ – Exu Planetário 7 Encruzilhadas
Exu 7 EncruzilhadasUrubatão da Guiarepresentante direto de Oxalá
Exu 7 PoeirasGuaraciintermediário para Ogum
Exu 7 CapasGuaraniintermediário para Oxossi
Exu 7 ChavesAymoréintermediário para Xangô
Exu 7 CruzesTupiintermediário para Yorimá
Exu 7 PembasUbiratanintermediário para Yori
Exu 7 VentaniasUbirajaraintermediário para Yemanjá

Linha de OGUM – Exu Planetário Tranca-Ruas
Exu Tranca-RuasOgum de Leirepresentante direto de Ogum
Exu VeludoOgum Rompe-Matointermediário para Oxossi
Exu Tira-TocoOgum Beira Marintermediário para Xangô
Exu PorteiraOgum de Maléintermediário para Yorimá
Exu Limpa-TudoOgum Megêintermediário para Yori
Exu Tranca-GiraOgum Yaraintermediário para Yemanjá
Exu Tira-TeimaOgum Matinataintermediário para Oxalá

Linha de OXÓSSI – Exu Planetário Marabô
Exu MarabôArranca-Tocorepresentante direto de Oxossi
Exu Capa PretaCobra Coralintermediário para Xangô
Exu LonanTupynambáintermediário para Yorimá
Exu BauruJuremaintermediário para Yori
Exu das MatasPena Brancaintermediário para Yemanjá
Exu CampinaArrudaintermediário para Oxalá
Exu PembaAraribóiaintermediário para Ogum

Linha de XANGÔ – Exu Planetário Gira-Mundo
Exu Gira-MundoXangô Kaôrepresentante direto de Xangô
Exu Meia-NoiteXangô Pedra Pretaintermediário para Yorimá
Exu Quebra PedraXangô 7 Cachoeirasintermediário para Yori
Exu VentaniaXangô 7 Pedreirasintermediário para Yemanjá
Exu MangueiraXangô Pedra Brancaintermediário para Oxalá
Exu CorcundaXangô 7 Montanhasintermediário para Ogum
Exu das PedreirasXangô Agodôintermediário para Oxossi

Linha de YORIMÁ – Exu Planetário Pinga-Fogo
Exu Pinga-FogoPai Guinérepresentante direto de Yorimá
Exu LodoPai Congo D´Aruandaintermediário para Yori
Exu BrasaPai Arrudaintermediário para Yemanjá
Exu Come FogoPai Toméintermediário para Oxalá
Exu AlebáPai Beneditointermediário para Ogum
Exu BaraPai Joaquimintermediário para Oxossi
Exu CaveiraVovó Maria Congaintermediário para Xangô

Linha de YORI – Exu Planetário Tiriri
Exu TiririTupãnzinhorepresentante direto de Yori
Exu MirimYaririintermediário para Yemanjá
Exu ToquinhoOriintermediário para Oxalá
Exu GangaYariintermediário para Ogum
Exu ManguinhoDamiãointermediário para Oxossi
Exu LaluDoumintermediário para Xangô
Exu VeludinhoCosmeintermediário para Yorimá


Linha de YEMANJÁ – Exu Planetário Pomba-Gira
Exu Pomba-GiraCabocla Yararepresentante direto de Yemanjá
Exu carangolaCabocla Sereia do Marintermediário para Oxalá
Exu Má-CangiraCabocla do Marintermediário para Ogum
Exu NanguêCabocla Indayáintermediário para Oxossi
Exu MaréCabocla Yansãintermediário para Xangô
Exu GererêCabocla Nanã Burukumintermediário para Yorimá

EXU MARE

Foi um Pirata e como bom Pirata, traído. Ele foi o único que sobreviveu ao ataque articulado por seus inimigos, amarrado e mutilado quando jogado ao mar com uma adaga enferrujada para que enfrentasse os tubarões. Ele gerou dentro de si uma terrível força de revolta e vingança, pois sua tripulação havia sido dizimada. Força essa que o fez sobreviver magicamente, foi salvo por pescadores da região que com as ervas o curaram. Disfarçado, foi atrás de seu traidor e quando o encontrou, para sua surpresa, descobriu que era sua amada que o entregou por status e poder. Seguiu e matou a todos, dando-lhes uma morte digna, vingando a sua tripulação.

Exceto a sua amada, que já arrependida de sua traição, suicidou-se ao saber que ele estava vivo e vingando a sua tripulação.

Apesar de um Pirata, ele era um comandante de fibra e lei, fazendo amigos por onde passava, ajudava a todos e dizem que era de família muito nobre, da corte e que suas atitudes e seu porte eram mais de Rei do que de Pirata.

Hoje trabalha nos terreiros de Umbanda por escolha divina, ajudando as pessoas a resgatarem seu karma. Seu corpo astral leva consigo um osso ou uma ferramenta de cada um de sua tripulação


Pertence à linha de Iemanjá e trabalha junto a Iansã e a Oxum com o intermédio de Xangô. Bem eclético, ele é o Exu guardião da sabedoria do povo das águas, odeia a mentira e faz um trabalho sempre muito esclarecedor, procura por seus médiuns exatamente por que necessita de uma inteligência nativa dentro deles (inteligência emocional), gosta da cor amarela e por ser um amante do mar também gosta de um bom RUM.

Cuida muito de seus filhos dando-lhes sabedoria e compreensão. Vaidoso como OXUM, certeiro em suas palavras como IANSAN e justiceiro como XANGÔ, cuida da evolução e cura espiritual dentro da linha kármica da justiça, fazendo seus filhos evoluir em cada pensamento e atitude. Carrega em suas mãos uma pedra branca (Pérola gigante) que lhe dá o poder de desaparecer e se transportar para o lugar desejado.

Muitos o vêem em forma de esqueleto com a cabeça de tubarão, a seus ossos são amarrados crânios e alguns deles são substituídos por facões ou espadas.

Iansã lhe dá o poder de cuidar dos QUIUMBAS (obsessores), levando-os para dentro do mar (abaixo do fundo do mar), ao qual dificilmente voltam. Logicamente que sempre dentro da linha da justiça de Xangô.

YANTRA:

O que é um Yantra?
YANTRA literalmente significa "apoio" e "instrumento". Um Yantra é um desenho geométrico atuando como uma ferramenta altamente eficiente para a contemplação, a concentração e a meditação. Yantras realizar significado espiritual: não existe um significado específico que se refere aos níveis mais elevados de consciência.
O Yantra fornece um ponto focal que é uma janela para o absoluto. Quando a mente está concentrada em um objeto único e simples (neste caso um Yantra), a vibração mental cessa. Eventualmente, o objeto é descartado quando a mente pode permanecer vazio e silencioso sem ajuda. Nas fases mais avançadas, é possível alcançar a união com Deus através da visualização geométrica de um Yantra.
O Yantra é como um retrato microcósmico do macrocosmo. É um ponto de foco e uma porta externa e interna. O Yantras são freqüentemente focadas em uma divindade específica, etc. sintonizando a Yantras diferentes que você pode tocar em certas divindades ou centros de força criativa do universo.

Yantras geralmente são projetados de modo que o olho é levada para o centro, e muitas vezes eles são simétricos. Elas podem ser desenhadas em papel, madeira, metal ou terra, ou eles podem ser tridimensional.

  O Yantra mais famoso da Índia é o Sri Yantra, o Yantra de Tripura Sundari. É um símbolo de todo o cosmos, que serve para lembrar o médico da nondifference entre sujeito e objeto.
Como funcionam os Yantras?
Na base da operação Yantra é uma coisa chamada "forma de energia" ou "energia" forma. A idéia é que cada forma emite uma freqüência muito específicas e padrão de energia. Exemplos de idade acredita que em forma de energia são os Yantras e mandalas de filosofias orientais, a estrela de Davi, a estrela de cinco pontas (Pentágono), a cruz cristã, as pirâmides e assim por diante. Certos poderes 'são atribuídas a várias formas. Alguns têm o "mal" ou energias negativas e algumas "boas energias" ou positivo, mas em Yantra Yoga só as energias benéficas e harmonioso são utilizados.

Quando um se concentra em um Yantra, sua mente é atomatically "sintonizado" por ressonância a energia em forma específica de que Yantra. O processo de ressonância é então mantida e ampliada. O Yantra atua apenas como um "sintonizar" mecanismo ou uma porta. A energia sutil não vêm do YANTRA si, mas do macrocosmo.

Basicamente Yantras são chaves secretas para o estabelecimento de ressonância com as energias benéficas do macrocosmo. Muitas vezes o Yantras podem nos colocar em contato com energias extremamente elevadas e entidades, sendo de inestimável ajuda no caminho espiritual.
Yantras são pouco conhecidos no Ocidente
Neste momento, há pouco sabe sobre Yantras no mundo ocidental. Muitas pessoas consideram-nos apenas bonitas imagens e alguns artistas pretendem chamar "Yantras" de sua imaginação. Eles estão muito longe do verdadeiro significado e uso de Yantras. Primeiro de tudo, Yantras não pode simplesmente ser inventado da imaginação. Cada modo específico e emoção tem uma forma de energia associada e forma. Esta forma inequívoca determina a forma do YANTRA associado ao humor. O Yantras tradicionais foram descobertos através da revelação, pela clarividência, e não inventada. É preciso ser um verdadeiro mestre espiritual, um guru tântrico, para ser capaz de revelar uma YANTRA novo para o mundo.

Pesquisar na Internet e as bibliotecas e você vai encontrar muito pouco conhecimento consistente sobre Yantras. Algumas pessoas Yantras colocado de cabeça para baixo, um monumento de sua ignorância. Você não pode colocar um Yantra de qualquer maneira que você queira. Qualquer um sabe que quando a cruz é mantida de cabeça para baixo, já não é um símbolo benéfico. Um yantra colocar de cabeça para baixo não é mais o mesmo yantra.
Dissecando um Yantra
O poder de Yantras para induzir a ressonância é baseado na forma específica de sua aparência. Um tal esquema pode ser composto de uma ou mais formas geométricas que se combinam em um modelo preciso de representação e transfiguração na sua essência, ao nível do universo físico, a esfera sutil da força correspondente a divindade invocada. Deste ponto de vista, podemos afirmar que as funções YANTRA semelhante a um mantra (palavra sagrada). Por ressonância, uma certa energia de MICROCOSM do praticante vibra na mesma sintonia com o presente energia correspondente infinito no macrocosmo, de energia, que é representado no plano físico do Yantra. O princípio da ressonância com qualquer divindade, a energia cósmica, aspecto, o fenômeno ou a energia deve a sua aplicabilidade universal para a perfeita correspondência existente entre o ser humano (visto como um microcosmo verdade) ea criação como um todo (macrocosmo).

 
O Contorno Yantrico
Cada Yantra é delimitado a partir do exterior por uma linha ou um grupo de linhas que fazem o seu perímetro. Estas linhas marginais têm a função de manter, conter e evitar a perda das forças mágicas representado pela estrutura central do Yantra, normalmente o ponto central. Eles também têm a função de aumentar a sua força mágica e sutil.

O núcleo do Yantra é composto por um ou vários simples formas geométricas: pontos, linhas, triângulos, quadrados, círculos e flores de lótus que representa de forma diferente as energias sutis.
A Ponto (bindu) Por exemplo, o ponto (bindu) significa a energia focalizada e sua concentração intensa. Pode ser evnisaged como uma espécie de depósito de energia que pode por sua vez, irradiam energia sob outras formas. O ponto geralmente é cercado por diferentes superfícies, quer um triângulo, um hexágono, um círculo etc Estas formas dependem da característica da divindade ou aspecto representado pelo Yantra. Na iconografia tântrica, o ponto é chamado bindu; no tantra bindu é simbolicamente considerado Shiva, a fonte de toda a criação. O Triangulo (trikona)
O triângulo (trikona) é o símbolo da Shakti, a energia feminina ou aspecto da Criação. O triângulo apontando para baixo representa a yoni, o órgão sexual feminino eo símbolo da fonte suprema do universo, e quando o triângulo está apontando para cima, significa aspiração espiritual intensa, a sublimação da própria natureza para os planos mais sutis e do elemento incêndio (AGNI tattva). O fogo está sempre orientada para cima, assim, a correlação com o triângulo para cima - Shiva Kona. Por outro lado, o triângulo apontando para baixo representa o elemento água, que tende sempre a voar e ocupar a posição mais baixa possível. Este triângulo é conhecido como Shakti Kona.

A interseção de duas formas geométricas (linhas, triângulos, círculos, etc) representa as forças que estão ainda mais intensas do que aquelas geradas pelas formas simples. Essa interpenetração um indica um alto nível na interação dinâmica das energias correspondentes. Os espaços vazios gerados por tais combinações são descritas como muito eficiente campos operacionais das forças que emanam do ponto centeral do Yantra. É por isso que muitas vezes pode encontrar representações de mantras em tais espaços. YANTRA e mantra são aspectos complementares de Shiva e sua utilização em conjunto é muito mais eficiente que o uso de um só.

 

A estrela de seis pontas (SHATKONA)
Uma combinação típica freqüentemente encontrados na estrutura gráfica de um Yantra é a superposição de dois triângulos, um apontando para cima e para baixo, formando uma estrela com seis pontos (SHATKONA), também conhecido como Estrela de Davi. Esta forma simbolicamente representa a união de Purusha e Prakriti ou Shiva-Shakti, sem o qual não poderia haver Criação.
 

O Círculo (chakra)
Outra forma geométrica simples, muitas vezes usado em Yantras é o círculo, que representa a rotação, um movimento intimamente ligado à forma de espiral que é fundamental na evolução Macrocósmico. Ao mesmo tempo, o círculo representa a perfeição eo vazio feliz criativo. Na série dos cinco elementos fundamentais que representa o ar (Vayu tattva).
 

O quadrado (BHUPURA)
Entre os elemets simples geométricos que compõem Yantras há também a sqaure (BHUPURA). A praça é geralmente o limite exterior do YANTRA e simbolicamente, representa o elemento terra (Prithivi tattva).

Cada YANTRA começa a partir do centro, muitas vezes marcado por um ponto central (bindu), e termina com o quadrado exterior. Isto representa o sentido da evolução universal, a partir do sutil e terminando com o Acre, a partir de "éter" e terminando com "terra".

Mesmo resistente a maior parte das vezes Yantras são compostos por estas formas geométricas simples, por vezes, encontramos outros elementos, como pontas de flecha, tridentes, espadas, pontos incluídos no projeto de um YANTRA com a finalidade de representar vetores e direções de ação para o YANTRA energias.
O Lótus (Padma)
O símbolo de lótus (ou suas pétalas) é um símbolo da pureza e da variedade, cada pétala de lótus que representa um aspecto distinto. A inclusão de um lótus em um Yantra representa a liberdade de interferências múltiplas com a pureza (exterior) e expressa a força absoluta do Ser Supremo.

Em conclusão, um yantra é um instrumento espiritual muito complexo na prática tântrica (sadhana). Ele pode acalmar e concentrar as atividades da mente, e por sua auto-sugestão positiva que tem um impacto benéfico sobre a saúde eo bem-estar psíquico da pessoa.

Um yantra sozinha não representa nada. Só quando é despertada pela concentração mental e meditação o processo de ressonância aparecer e as energias benéficas macrocósmico se manifestarão no microcosmo praticante.

 
Como usar Yantras
Como mostramos anteriormente, a chave secreta para uso Yantras na meditação é a ressonância. O processo de ressonância é estabelecida pela concentração mental sobre a imagem do Yantra. Enquanto a mente está em sintonia com o modo específico associado a esse YANTRA, os fluxos de energia, mas quando a ressonância é interrompido, a energia desaparece.
 
Instruções para a meditação YANTRA:

Yantra pendurar numa parede frente para o Norte ou Leste, colocando no centro da YANTRA ao nível dos seus olhos

adotar a postura de favoritos ou, se você quiser, sentar em uma cadeira mantendo sua coluna reta

respiração pelo nariz e pela boca, mas não força a todos, deixar apenas o fluxo de ar normalmente

olhar para o centro do Yantra, tentando piscar como raramente possível, você não quer olhar para os detalhes particulares do Yantra, apenas manter o seu direito de vista no centro e observar a YANTRA toda de uma vez

Este exercício deve durar pelo menos 15-30 minutos todos os dias, a experiência será indescritível

no tempo, depois de pelo menos sete dias de meditação YANTRA você será capaz de bater na mesma energia yantric mesmo sem um Yantra (no início você pode fixar sua visão em um ponto exterior ou imaginário ou evocar a YANTRA com os olhos fechados)

Não se esqueça de consagrar os frutos desta prática para com Deus (karma yoga), você não deve perseguir um objectivo ao fazer meditação Yantra, simplesmente deixá-lo gradualmente, orientá-lo para as energias sublimes do macrocosmo

ao executar esta técnica, recomenda-se que manter um estado de aspiração e intenso desejo de experimentar as energias beatífica da consciência

nas fases superior a YANTRA absorve a atenção total do médico, e ele já não pode dizer se o yantra é dentro de si mesmo ou se ele está dentro do Yantra, este é o estado de não dualidade.
Fonte:

AS CORES E ELEMENTOS DE CADA ORIXÁ NA UMBANDA

OGUM - A cor é vermelho e branco, predominando o vermelho, sua erva é folha de arueira, mangueira, espada de são jorge, seu símbolo é a espada, sua saudação é ogunhê patacurí ogum, sua guia é de cristal em contas vermelhas e brancas com firma vermelha, sua pedra é a ágata de fogo, rubí, sárdio e garnet, sua essência é violeta, seu metal é o ferro, seu número é o três, sua comida preferida é inhame acará assado com palitos de dendezeiro, ele come também feijão preto cozido com camarão seco dendê e cebola, feijoada, inhame cozido com mel, sua bebida é o vinho de palma ou vinho tinto ou cerveja branca, sua fruta é manga espada, seu dia é terça-feira, é sincretizado com São Jorge.
OXOSSI - A cor é verde, vermelha e branca predominando o verde, sua erva é folha de guiné, peregum, mangueira, seu símbolo é o arco e a flecha, sua saudação é okearô oxossi coquê maió, sua guia é de cristal verde, vermelha e branca com firma branca, sua pedra é jasper verde, quartzo verde, esmeralda, sua essência é eucalipto, sândalo, seu metal é o latão branco, seu número é o cinco, sua comida é o axoxô, milho de galinha cozido com coco e mel, sua bebida é o vinho rosado ou tinto, sua fruta é cajá, maracujá, mamão, seu dia é quinta-feira, é sincretizado com São Sebastião.
XANGÔ - Sua cor é o marrom, sua erva é elevante, abre caminho, manjericão, seu símbolo é a machada e o raio que ele divide com iansã, sua saudação é kaô kabecilê, sua guia é de contas de cristal marrom, sua pedra é topázio e citrino, sua essência é de morango, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o seis, sua comida é o amalá, quiabos cortados em rodelas pequenas refogado com dendê, cebola e camarão seco com 7 ou 9 quiabos inteiros formando a sua coroa ou quiabos contados em cruz amassados com mel, o ajebó, sua bebida é cerveja preta, sua fruta é caquí, manga rosa, mamão, cajá manga, seu dia é quarta-feira, é sincretizado com são Jerônimo e são João Batista.
OXALÁ - Sua cor é o branco, sua erva é boldo, manjericão, seu símbolo é o opachorô, cetro de metal branco com os símbolos da criação, sua saudação é acheuepa babá, sua guia é de contas brancas de louça com firma branca, sua pedra é o cristal branco, sua essência é de alfazema e mirra, seu metal é o ouro amarelo e branco e o estanho, seu número é o 16 e o 10, sua comida é a canjica de milho branco cozida com mel e o acaçá no leite de coco, sua bebida e o aluá de oxalá ou vinho de palma, sua fruta é pêra, uva verde, maçã verde, seu dia é sexta-feira, é sincretizado com Jesus Cristo.
EXÚ - Sua cor é o vermelho e preto, sua erva é folha da fortuna, seu símbolo é o tridente, sua saudação é laroiê cobaralô exú mojubá ê, sua guia é vermelha e preta de louça ou cristal, sua pedra é a ágata de fogo ou ágata vermelha, sua essência é cedro ou verbena, seu metal é o ferro que ele divide com ogum e o mercúrio, seu número é o sete, sua comida é o padê de exú, farinha de mesa ou fubá misturados com dendê ou cachaça em um alguidar, sua bebida é a cachaça ou bebidas fortes, sua fruta é cajá e amêndoa, seu dia é segunda-feira, têm como guardião Santo Antônio.
OBALUAÊ - Sua cor é o preto e branco, sua erva é canela de velho, guiné, seu símbolo é o brajá de búzios, xaxará, instrumento de obaluaê como um chocalho, sua saudação é atotô ajoberu, sua guia é de contas pretas e brancas de louça, sua pedra é a turmalina negra e ônix, sua essência é de cravo e canela, seu metal é o bronze, seu número é o 21 e o 9, sua comida é o doburu milho de pipoca estourados na areia da praia, sua bebida é o vinho de palma e o aluá de obaluaê ou vinho moscatel, sua fruta é fruta do conde, abacaxi, seu dia é segunda-feira, é sincretizado com São Lázaro ou São Roque.
OXUMAÊ - Sua cor são as cores do arco-íris, sua erva é o pente de oxumarê e a folha de tangerina, seu símbolo é o arco-íris e a cobra, sua saudação é arroboboi, sua guia é de contas amarelas e verde de louça com firma verde, sua pedra é a turmalina colorida ou melancia como é conhecida, sua essência é de bergamota ou de rosas, seu metal é o ouro amarelo e o latão branco ou amarelo, seu número é o 13, sua comida é batata doce cozida amassada com mel e dendê colocadas em forma de cobra, sua bebida é o aluá de oxumarê e vinho branco, sua fruta é uva rosada, melancia, seu dia é sábado, é sincretizado com São Bartolomeu. O arco-íris é o elemento da natureza que representa Oxumarê.
OXÚM - Sua cor é o azul e branco, sua erva é folha de colônia, oriri e lírios, seu símbolo é o espelho e o coração, sua saudação é oraieieô, sua guia é de contas azuis e brancas de cristal com firma azul, sua pedra é a sodalita e a pirita, sua essência é angélica, seu metal é o ouro amarelo, seu número é o 6 e o 8, sua comida é o omolocum, feijão fradinho cozido refogado com dendê camarão seco e cebola, sua bebida é o aluá de oxum, sua fruta é melão, uva verde, seu dia é sábado, é sincretizado com Nossa Senhora da Conceição.
IANSÃ - Sua cor é o amarelo ou coral, sua erva é espada de iansã ou para raio, seu símbolo é o raio, sua saudação é eparei oyá, sua guia é de contas amarelas de louça ou cristal, sua pedra é o quartzo rosa, sua essência é benjoim, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o 7 e o 9, sua comida é acarajé feito com feijão fradinho descascado e moído misturado com cebola e camarão seco e fritos no dendê, mel ou azeite doce, sua bebida é o aluá de iansã, sua fruta é a manga rosa, seu dia é quarta-feira, é sincretizada com Santa Bárbara.
YEMANJÁ - Sua cor é o branco cristal, sua erva é santa luzia , rama de leite e colônia, seu símbolo é o peixe e a estrela de cinco pontas, sua saudação é odoiá eruiá yemonjá, sua guia é de cristal, sua pedra é a pérola e a turquesa, sua essência é de jasmim, seu metal é a prata e o ouro branco, seu número é o 10, o 7 e o 12, sua comida é o peixe assado ou cozido com azeite doce camarão seco e cebola ou a canjica cozida com mel e maçã em rodelas, sua bebida é o aluá de yemanjá, sua fruta é a maçã, pêra e uvas verdes, seu dia é sábado, é sincretizada com Nossa Senhora da Glória.
NANÃ - Sua cor é o violeta ou roxo, sua erva é o manjericão da folha roxa, folha de limão, seu símbolo é o ibiri que ela traz na mão para afastar a morte, sua saudação é saluba nanã boruquê, sua guia é de contas de cristal roxa, sua pedra é a ametista, sua essência é de limão, seu metal é o estanho e o bronze, seu número é o 7 e o 21, sua comida é feijão preto cozido com folha de taioba cebola e camarão seco, repolho roxo cozido com arroz cebola e camarão seco, sua bebida é o aluá de nanã, sua fruta é o limão e a laranja, seu dia é sábado, é sincretizada com Santana.

POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A UMBANDA?

Estamos aqui não para apresentar uma nova filosofia sobre a UMBANDA, mas sim um modelo, uma tese, baseada em muita pesquisa e estudos em livros, sites, listas de email, conversas com dirigentes de terreiros, na própria vivência do dia-a-dia dos trabalhos e nas palavras dos Orixás e dos grandes mensageiros da nossa Umbanda.
Sabemos que cada terreiro de Umbanda tem seus fundamentos, sua direção, sua liderança, seus princípios, sua história e suas particularidades tanto quanto nos rituais de culto quanto nas doutrinas professadas. Sabemos também que não existe uma doutrina única da Umbanda, mas podemos afirmar que ela tem suas raízes fundamentadas nos cultos de nação, indígena, espírita e cristão, abrindo assim um leque de diversidades onde se justificam todas essas diferenças. Então, devemos começar por respeitar essas diferenças, pois para entendermos essas particularidades se faz necessário um estudo detalhado das origens de cada casa.
Hoje com o avanço das tecnologias e das ciências, o homem mudou muito seus conceitos em relação ao mundo onde vive, sobre si mesmo e o sobrenatural. Podemos ao simples toque de uma tecla, acessar vários materiais divulgados nos diversos meios de mídias, onde vemos cada vez mais exposto as particularidades de cada terreiro. A facilidade a esse conteúdo muita das vezes faz com que um terreiro acabe, mesmo que subjetivamente, influenciando um ao outro, havendo assim uma troca de experiências e de conhecimentos, o que de certo modo vem sendo muito importante para o crescimento da Umbanda.
Esse diálogo através da mídia vem se fundamentando cada vez mais, tornando-se raros os grupos que se fecham não procurando estudar e aprender com essas diversidades. Acreditamos que através desse diálogo e de um debate aberto, se possa chegar a um consenso quanto a Doutrina da Umbanda e o respeito mútuo entre seus praticantes.
Os dirigentes de terreiros, que ainda não o fazem, deveriam começar a dar a devida importância também aos estudos doutrinários, para que o novo adepto tenha uma base sólida e bem desenvolvida, assim ele próprio poderá discernir quanto o que é "certo" e o dito "errado". Sem esse estudo, o adepto ficará sem fundamentos, sem bases, o que alimentará ainda mais a ignorância e discórdia entre os umbandistas.
Em muitos terreiros ainda não existe um estudo teórico e fundamentado da religião. O que impera, infelizmente, é que este estudo é desnecessário e que devemos apenas seguir as orientações recebidas dentro do terreiro, essas que em sua maioria são somente práticas, onde o adepto aprende através da vivência e da observação no dia-a-dia de seus trabalhos na casa, ou conversando e tirando suas dúvidas com os outros filhos do terreiro.
Não se permite também, de forma alguma, que um médium visite outro terreiro, justificado muita das vezes, pelo dirigente, pelas demandas que enfrentarão. Assim vemos muitos terreiros ainda fechados a preceitos antigos. Deixamos claro aqui que até concordamos em parte com essa proibição, quando é pela falta de preparo do médium e/ou por ele ainda está em fase de desenvolvimento.
Por isso se faz necessário o estudo aprofundado da Doutrina Umbandista, não como imposição, mas como um diálogo aberto. O adepto deve sim seguir as orientações da casa, seus fundamentos, mas nada impede que ele como forma de estudo pesquise todas as correntes, suas literaturas e rituais, essa pesquisa deve ser vista como forma de enriquecimento do saber, o que certamente servirá para agregar valores aos fundamentos do médium e da própria casa.
Vemos, na maioria das vezes, a Umbanda sendo abordada em debates por dois aspectos: Razão e Emoção.
Quando é abordada pela Emoção utilizam-se a fé e a afinidade de pensamentos, se fechando assim à outras abordagens e explicações tanto para os fenômenos quanto aos rituais. Por outro lado quando ela é abordada pela Razão se utilizam somente do conceito lógico para buscar essas explicações.
As duas formas são necessárias, mas se levadas ao extremo podem acarretar grandes problemas. Por exemplo: quando agimos somente com a Emoção agimos de forma cega e não admitimos ser contrariados, nos fechando a um fundamento e isto é suficiente. O grande perigo neste tipo de abordagem é a proliferação do fanatismo religioso, onde pela ignorância podemos ser levados ao erro, e só fazemos isso ou aquilo quando o dirigente ou o mentor da casa disser para fazer. Em pratica, isso nos leva ao ostracismo, a obtusação e a nos tornarmos marionetes ou meros fantoches.
Mas também pode ser muito perigoso agirmos somente com a Razão, levando em consideração somente a lógica, o pensamento científico e a pesquisa aprofundada na busca de uma explicação dos assuntos, se essa abordagem for levada ao extremo, nos tornará materialistas e pretensos donos da verdade.
É preciso então, procurar um ponto de equilíbrio entre ambas, Razão e Emoção, sempre buscando, com bom senso, as explicações e fundamentos com a cabeça aberta ao diálogo e ao novo. A Doutrina da Umbanda deve ser baseada nesse equilíbrio, facilitando o conhecimento dos temas abordados e solidificando a cada dia seus fundamentos. Não devemos estudar a Umbanda sem levar em consideração todas as suas raízes, nos limitando somente a prática da incorporação mediúnica, muito menos perder tempo discutindo os rituais utilizados por este ou aquele terreiro, devemos deixar esta questão para outro estagio e nos aprofundarmos nas suas origens para assim construirmos convicções sólidas baseadas na verdade, no amor e na caridade, pois só assim veremos os rituais se modificando por si próprios.
Fonte:Grupo de Estudo "Eterno Aprendiz"

"TEMPLO UMBANDISTA ESTRELA DOURADA